sábado, 3 de outubro de 2020

 

Do Facebook da Petra Costa 

"Quando a minha irmã Elena se suicidou, eu conversei pouco com alguém que entendesse o que eu, que ainda era uma criança, estava passando. No colégio, falei uma vez, quando tinha 8 anos, e todo mundo achou horrível que eu tivesse falado em Elena. Foi uma experiência traumática. Lembro de os familiares falarem para eu não chorar, porque a minha mãe já estava triste – e eu ia deixá-la mais triste. Minha mãe me deu bastante atenção, e os terapeutas também, mas faltou um olhar mais atento para o que eu estava sentindo.

Eu fiz terapia desde os 7 anos de idade, mas nunca com alguém que fosse focado na questão do suicídio. Quando fui fazer o filme “Elena”, entrevistei alguns sobreviventes. Particularmente uma mãe, nos Estados Unidos, que tinha perdido o filho e era líder de um grupo de apoio. Quando conversei com ela, foi a primeira vez que eu falei com alguém que entendia a dor pela qual eu e minha mãe tínhamos passado, que falava a mesma língua. Se eu tivesse, naquele tempo, participado de algum grupo de apoio para crianças sobreviventes, teria feito muita diferença, porque a gente passa por coisas muito parecidas. 

Da mesma forma, se a minha tivesse sido com um profissional que tivesse essa experiência, ou em algum dos centros para sobreviventes que existem atualmente, teria me poupado muita coisa. Primeiro, vem a culpa, depois tememos a morte dos outros (eu comecei a temer a morte da minha mãe), depois pensamos que a mesma coisa vai acontecer com a gente. Ninguém me falou que isso eram respostas normais. 

Eu nunca falei com ninguém, até o encontro com aquela mãe dos EUA, 20 anos depois. Por isso, acho importantíssimo encontrar lugares e pessoas com quem se possa compartilhar a dor e buscar pessoas que tiveram uma dor parecida e poderão compreender a dimensão da sua. 

Quando falo que “Elena é minha memória inconsolável” e que é disso que “tudo nasce e dança” quero dizer que ela é um potencial inspirador que me ensina sobre a morte, portanto, sobre a essência da vida.


https://web.facebook.com/PetraCostaOficial/posts/4405395432869252?comment_id=4405517929523669&notif_id=1601656121706743&notif_t=comment_mention&ref=notif





domingo, 13 de setembro de 2020

Setembro Amarelo: cuidados para contribuir com a prevenção do suicídio

"Fica o convite à reflexão aos que pretendem falar sobre suicídio neste mês (mas não somente nele).
No dia 10 de setembro acontece o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, proposto em 2003 pela Organização Mundial da Saúde e a International Association for Suicide Prevention (IASP) com o objetivo de incentivar ações de conscientização e prevenção do suicídio. Desde então, diversas atividades são realizadas nesta data em todo o mundo.
No Brasil, inspirados por este marco, o Centro de Valorização da Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) criaram em 2015 a campanha Setembro Amarelo, expandindo essas ações até então concentradas no dia 10 para todo o mês de setembro.
A partir de então, nota-se um crescente aumento de eventos e profissionais das mais diversas áreas propondo atividades de prevenção do suicídio. Embora falar sobre o suicídio seja fundamental para a quebra do estigma e para a construção de políticas públicas, é necessário que se tenha responsabilidade e ética aliados ao conhecimento científico para tratar de um tema tão complexo. Infelizmente, percebe-se a cada ano o aumento de eventos com propostas e narrativas equivocadas, irresponsáveis e sem um compromisso teórico e ético com o tema, deixando de lado objetivo central da campanha: a prevenção do suicídio e o suporte aos que estão em intenso sofrimento.
Durante o III Congresso Brasileiro de Prevenção realizado pela ABEPS neste ano (2020), o Dr. José Manuel Bertolote, um dos idealizadores do Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, trouxe um importante alerta ao apontar que um mês inteiro voltado para ações em prevenção pode trazer uma fadiga da data e um esmorecimento dessas ações. Nesse sentido, é importante reavaliarmos a qualidade das ações ofertadas durante este mês para que não tenhamos um efeito iatrogênico, intensificando assim o sofrimento daqueles que já estão demasiadamente fragilizados".








Autora: Elis Regina Cornejo, psicóloga e fundadora do site "Posvenção do Suicídio"

domingo, 6 de setembro de 2020

Setembro está chegando. Então aqui vão algumas dicas importantes:

1. Não fale nem entre em discussão sobre métodos de suicídio (sobre o que mata mais, ou sobre o que é mais ou menos letal).

2. Se você vai falar para alguma audiência que não trabalha com saúde mental, esteja certo de que há planos a serem seguidos caso alguém se sinta angustiado com alguma coisa que você venha a falar (onde a pessoa pode buscar ajuda, ou o que fazer se ela não se sentir bem). Inclua número de telefone e emails ou sites de organizações de caridade ou saúde que possam atender a pessoa caso algo aconteça.

3. Se for fazer slides, *não* - por favor! - não use imagens de pessoas se autolesionando, ou em frente a um precipício, ou qualquer outra imagem que sugira um método de suicídio. Da mesma forma, evite fazer descrições sobre os detalhes de um suicídio ou de episódios de autolesão. Pessoas que sobreviveram a uma tentativa de suicídio (e estarão na tua palestra) podem desenvolver uma crise de TSPT evocada pela tua palestra (eu já vi isso acontecer em congressos!).

4. Tente (se conseguir) não usar termos considerados estigmatizantes pela comunidade de sobreviventes do suicídio: "cometer", "obter sucesso", "fracassar", "automutilador", "pessoas suicidas", etc.

5. Não fale sobre suicídio com crianças (a menos que seja uma situação altamente específica - e se for fazer, faça-o sob supervisão/orientação de algum especialista).

6. Cuidado ao falar sobre suicídio ou autolesão com adolescentes! Em geral, suicide clusters ocorrem mais entre adolescentes do que em pessoas de outras faixas etárias.

7. [Essa dica talvez não vai agradar a muitos]: Se você não é um profissional da área de saúde mental, evite se voluntariar ou aceitar convites para falar sobre o tema. Ofereça ajuda para organizar o evento (ou palestra que seja) e a convidar pessoas que tenham experiência com esse tema - mas não seja 'o palestrante'.

8. Cuidado com algumas "mensagens positivas" e prescrições comportamentais (i.e., "faça isso" ou "não faça aquilo"). É comum que tais mensagens contribuam com que o ouvinte se sinta pior do que está.

- Tiago Zortea:Suicidologia (Facebook)




domingo, 30 de agosto de 2020

Lançamento: Cartilha Posvenção - Vita Alere

Tem novidade no site do Vita Alere!
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A equipe do Instituto desenvolveu um material especial para compartilhar informações e orientações, disseminar conhecimento, possibilitar reflexões e oferecer cuidado e acolhimento a quem passa por um luto por suicídio.
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A Cartilha de Posvenção - Cuidado ao Luto por Suicídio traz definições importantes sobre o que é a posvenção e a sua importância, além de abordar processo e os tipos de luto por suicídio, instruções para quem quer ajudar, o que fazer, como fazer, como tratar deste tema com crianças e adolescentes, como quem divulga informações desta natureza pode realizar um trabalho seguro e correto e muito mais!
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Este material é indicado a enlutados por suicídio,profissionais que trabalham com estas pessoas e para quem está à frente de canais de mídia e precisa de mais informações sobre as práticas corretas para tipo de abordagem.
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A cartilha é mais um movimento no sentido de afirmar e reafirmar que ninguém está sozinho!
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Para baixar a cartilha, acesse o site www.vitaalere.com.br (na área Materiais Online / Cartilhas e Manuais) e compartilhe esse post com todo mundo que possa se interessar!
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domingo, 23 de agosto de 2020

Como ajudar alguém que sofre de ideações suicidas? Por Tiago Zortea

"[Alerta: este texto possui conteúdo sobre temas perturbadores. Caso você não se sinta emocionalmente bem para lê-lo, recomendamos que o faça quando se sentir melhor].

A expressão “precisamos falar sobre suicídio” tem se propagado pelas mídias sociais, contribuindo para que o tema saia do status de “tabu” e entre na lista das questões sociais que precisam ser tratadas com seriedade. Há implicações decorrentes do falar sobre suicídio, no entanto. Surgem dúvidas sobre o que falar, o que não falar, e – principalmente – como abordar o tema quando alguém próximo sofre de ideações suicidas. Algumas direções sobre o que é apropriado e inapropriado em mídias sociais podem ser conferidas no texto “Suicídio, Mídia, e Epidemia”. No presente texto, introduziremos alguns princípios básicos de como iniciar e conduzir uma conversa difícil sobre ideações suicidas. Para isso, precisamos entender um pouco sobre o comportamento suicida a fim de identificar possíveis sinais que nos permitam iniciar a conversa.

Ideações suicidas: o que perceber?
Popularmente associam-se ideações suicidas à depressão. De fato há uma associação forte entre esses dois fatores. No entanto, não há concordância entre os pesquisadores sobre o quanto a depressão explica a emergência de ideações suicidas, uma vez que a depressão é também efeito de outras variáveis. Há também casos de ideações e tentativas de suicídio com os quais a depressão não está associada [1]. De todo modo, notamos uma alteração no humor da pessoa, e o porquê desta alteração está geralmente associada às circunstâncias de sua vida. Diversos estudos têm mostrado que a formação de ideações suicidas está relacionada ao surgimento de pensamentos e sentimentos de fracasso na vida, derrota (e.g., a pessoa lutou o máximo que pôde e não obteve sucesso no que almejava), desesperança (e.g., não consegue visualizar boas perspectivas de futuro em nenhum aspecto – resultado do fracasso), e aprisionamento (e.g., sente que não há mais saída nem solução para o contexto vivido) [2].

Esses sentimentos e pensamentos poderão ser identificados através de frases (ou variações de tais frases) como:

“Eu não consigo mais ver sentido nenhum na minha vida”
“Não vejo mais nenhuma saída para mim”
“Eu quero sumir desse mundo”
“Se eu pudesse, eu dormiria para nunca mais acordar”
“A minha vida não tem mais jeito”
“Eu não deveria ter nascido”

Em geral, a expressão verbal da visão negativa não se restringe a um problema particular, mas é generalizada para todas as dimensões da vida da pessoa que sofre de ideações suicidas. Um exemplo seria uma pessoa que tem dificuldades para encontrar relacionamentos e está à procura de uma relação estável há muitos anos, mas não obtém sucesso em encontrar. Por mais que sua vida profissional seja de imenso sucesso, haverá uma tendência de a pessoa generalizar o problema para todas as outras áreas da vida, ainda que tal expressão verbal não coincida com o que de fato acontece. Isso se dá devido ao processo psicológico de aprisionamento, cuja percepção (discriminação) torna-se extremamente restrita como efeito das inúmeras experiências de derrota, inflexibilidade psicológica e pobre repertório comportamental de enfrentamento. O sofrimento é intenso e terrível. A pessoa precisa ser ajudada.

Como iniciar uma conversa?
Antes de iniciar uma conversa, é necessário estar ciente de posturas fundamentais que serão base de qualquer interação com quem sofre: respeito, empatia, conexão, compartilhamento e disponibilidade. Caso estas posturas estejam ausentes, o efeito da conversa poderá ser oposto e, ao invés de ajudar, é bem possível que o resultado será a intensificação do sofrimento e aumento do risco de suicídio.

Se alguém pedir para conversar, a interação se iniciará de modo mais fácil. No entanto, se você está preocupado com a saúde mental de alguém, então você terá de abordar a pessoa para iniciar a conversa. Perguntas que iniciam a interação envolvem, por exemplo:

“Olá, como você está?”
“Como estão as coisas contigo?”
“O que você tem feito ultimamente?”
“Eu tenho notado que você não tem se sentido bem recentemente, e eu queria saber se você gostaria de conversar sobre isso”.

Se disser que não quer conversar, que está tudo bem, ou outra resposta que interrompa ou modifique a direção da abordagem, é importante dizer que está tudo bem e, de certa forma, deixar “a porta aberta” para futuras conversas. Caso a pessoa responda positivamente, a conversa então evoluirá para tópicos mais sensíveis e alguns pontos importantes devem ser destacados:

Tente encontrar um lugar mais quieto e reservado para conversar.
Sendo amigo, parente ou conhecido, sua função é ouvir ativamente.
Evite falar sobre você. Reserve outro momento para compartilhar suas questões.
Não tente resolver os problemas da pessoa. Se assim o fizer, há chances de que você aumente a intensidade dos sentimentos de aprisionamento vividos por ela.


Como fazer perguntas e prosseguir com a conversa?
Faça perguntas abertas. Evite perguntas cuja resposta se resuma a “sim” ou “não”. É importante que suas perguntas funcionem como um mecanismo que incentive, de forma respeitosa e não invasiva, a pessoa a falar sobre o que está vivendo e sentindo. Alguns exemplos são: “Quando você percebeu que isso estava acontecendo?”, “O que mais aconteceu?”, “Em que lugar isso aconteceu?”, “Como você se sentiu?”, “Que coisas se passaram na sua cabeça naquele momento?”. [3]

Não pergunte “Por que”. Perguntar sobre o porquê soa muito crítico (a pessoa pode se sentir julgada por você), e pode produzir dois efeitos: a pessoa não se sentirá compreendida e tenderá a reagir de modo defensivo, além de fazer com que a conversa se interrompa, já que a pessoa não se sentirá mais confortável em falar o que se passa.

O que deve ser evitado:
Reações de surpresa, choque ou susto. Algumas expressões verbais que exemplificam tal reação incluem: “Meu Deus!”, “Não acredito que você está me dizendo isso!”, “Vira essa boca pra lá!”.
Reações que rechacem a pessoa, seus sentimentos e comportamentos: “Pare de falar besteira!”, “Para quê você fica falando essas coisas?”.
Expressões de incompreensão através de verbalizações supostamente positivas: “Não entendo isso. Você sempre teve tudo na vida”; “Olhe para as coisas boas da vida”, “Você precisa pensar positivo”. Vale ressaltar aqui que “pensamento positivo” não se caracteriza em si como fator protetor contra ideações suicidas. De fato, há evidências de que determinados “pensamentos positivos” podem contribuir para a recorrência de comportamentos suicidas [4].
Outras expressões a serem evitadas são: “Não chore!”, “Isso não faz sentido nenhum”, “Eu entendo perfeitamente como você está se sentindo”, “Será que podemos conversar de modo mais rápido?”, “Seja forte!”, “Levante a cabeça!”.
Intervenções de cunho religioso: “Você precisa é de Deus!”, “Isso é coisa do inimigo na sua vida”, “Deus sabe de todas as coisas e ele vai te ajudar”, “Isso é falta de fé. Você precisa ter mais fé em Deus”.
Evite fazer qualquer tipo de interpretação do que está se passando na vida da pessoa. Como alguém que dá suporte, não é sua função fornecer interpretações nem formular explicações sobre as circunstâncias de vida da pessoa. Se você quer ajudar, por melhores que sejam suas intenções, apenas ouça e incentive a pessoa a falar.

 Como ouvir ativamente?
Há cinco passos para se ouvir ativamente [3]:

Faça questões abertas (como visto anteriormente)
Resumir. Resumir um determinado trecho da conversa demonstra que a pessoa tem sua plena atenção e que você está entendendo o que está sendo dito. Exemplo: “Entendo. Você está sendo tratado terrivelmente pela sua esposa, mas você ainda a ama”.
Refletir. Repetir uma palavra ou uma frase pode encorajar a pessoa a continuar a se abrir. Por exemplo, se a pessoa disser “As coisas estão muito difíceis recentemente”, você pode manter a continuação da conversa refletindo sobre esta frase e dizendo “Eu sinto que você tem vivido momentos muito difíceis”.
Clarificar. Se a pessoa com quem você está conversando passar por cima de algum ponto importante, você pode dizer algo como “perdão, você poderia me falar mais sobre…” ou “esse parece um tópico difícil para você”. Isso pode ajudar a esclarecer alguns pontos não só para você, mas também para a própria pessoa.
Reagir. Não ouça como um robô. Demonstre empatia, respeito, e demonstre que você está ouvindo atentamente o que está sendo dito.


Como abordar a questão do suicídio?
Se você suspeita que a pessoa está vivenciando ideações suicidas, simplesmente pergunte: “você está vivenciando sentimentos suicidas?”.
Se a resposta for sim, continue a conversa pedindo por mais informações sobre esses sentimentos. Exemplo:
“Quando você vivenciou sentimentos suicidas pela primeira vez?”,
“O que você acha que está fazendo você se sentir assim?”,
“Você já conversou com alguém sobre esses sentimentos?”
“Você sabe onde e como buscar por ajuda?”
Depois dessas questões, é importante ajudar a pessoa a buscar por ajuda e mantê-la segura. Encoraje a pessoa a marcar uma consulta com um psiquiatra ou um psicólogo. Se ofereça para ir com ela.
Se a pessoa possui um plano suicida imediato (planejou como acabar com a própria vida) e afirma que está certa de que irá fazê-lo, não deixe a pessoa sozinha. Busque por ajuda imediatamente ligando para um médico, levando a pessoa a um serviço de saúde mental ou pedindo orientações ao Centro de Valorização da Vida, no telefone 141. Esteja certo de que a pessoa está em um ambiente seguro e sob suporte profissional.
Conte para alguém que você confia. Lidar com suicídio é uma experiência extremamente difícil e você não deve fazer isto sozinho. Encontre alguém da sua confiança para que você possa falar dos seus próprios sentimentos.
Ajudar alguém sob situação estressora pode ser estressor em si mesmo. Se você está ajudando alguém que se sente suicida, lembre-se de que você também deve cuidar de si mesmo. Se você precisa conversar sobre como você está se sentindo, ligue para o Centro de Valorização da Vida (141) ou converse com um profissional de saúde mental [5].



*Se você está vivendo um momento muito difícil e se identificou com alguma parte deste texto, converse agora com um profissional do CVV (Centro de Valorização da Vida) através do telefone 141 ou via internet (chat, Skype ou email) através do site: http://www.cvv.org.br/site/index.php. Os profissionais desta ONG (uma das mais antigas e reconhecidas instituições no país) estão disponíveis 24 horas para ajudar e acolher".



Referências:
[1] Joo, J., Hwang, S., & Gallo, J. J. (2016). Death ideation and suicidal ideation in a community sample who do not meet criteria for major depression. Crisis, 37(2), 161–165.

[2] O’Connor, R. C., & Nock, M. K. (2014). The psychology of suicidal behaviour. The Lancet Psychiatry, 1(1), 73–85.

[3] NHS Scotland (2015). The art of conversation. Choose Life.

[4] O’Connor, R.C., Smyth, R., & Williams, J.M.G. (2015). Intrapersonal positive future thinking predicts repeat suicide attempts in hospital treated suicide attempters.  Journal of Consulting and Clinical Psychology, 83, 169-176.

[5] Samaritans. (2016). What should I do if I know someone who is feeling suicidal?.